Você sabe ser ENGENHEIRO de ALIMENTOS?

terça-feira, 19 de março de 2013 1 comentários
Caros Engenheiros de Alimentos, o assunto que será abordado aqui tem papel estrutural no exercício de sua profissão. Sem ele, ela não se firma, não se posiciona, nem mesmo conseguirá dizer a que veio.
É forçoso resguardar a explanação desse tema para ser explorada por aqueles que realmente escolheram a profissão de Engenheiro de Alimentos; não para graduados que se viram forçados a agarrar um diploma, a qualquer custo, para exibi-lo aos pais e parentes ou por aqueles que escolheram o ofício por tentativa e erro empurrados pela ânsia de passar em um vestibular tampouco por aqueles que aproveitaram os créditos do curso em uma manobra de fuga proveniente de outro curso, desejando uma escolha mais fácil dentro de sua zona de conforto. 
Se você é uma profissional por consequência e não causa, pare de ler aqui mesmo. As linhas seguintes aplicam-se aqueles que desejam ser éticos e se você não está satisfeito com sua escolha, não está sendo ético consigo mesmo. Como então, ser ético na sociedade se tal conduta não existe em você?
Ética: ações comportamentais que buscam fundamentar valores morais pelo uso da razão. A moral do ser humano é um conjunto de valores advindos de costumes e hábitos que foram recebidos. A Ética é o uso da moral com o “filtro” da razão. Não há Ética se, com o uso da razão não seja possível prover solidariedade, bem comum, justiça. Para convivermos em uma sociedade, organizados dentro de cidades, precisamos de cidadania; mas a cidadania inexiste sem solidariedade, sem bem comum e sem justiça. 
Onde você pretende exercer sua profissão? Será em cidades ou no meio de uma ilha deserta? Não tem força alguma afirmar que não compensa ser firme em seus princípios éticos porque o outro não faz; porque o outro ignora e age conforme seus interesses particulares. Um erro coletivo ou particular pode ser uma tendência; pode ser uma massiva referência, mas é um erro e portanto, necessita reparo. Quantos reparos você vai precisar, ao longo de sua vida, agindo da mesma forma? 
O meio de atuação está cada vez mais vulnerável às atitudes mesquinhas e avarentas, onde há lógica competitiva em detrimento da cooperativa. Então, você, que aprendeu todas as Leis de Newton, que sabe mediante o uso da terceira Lei, de que para cada ação há uma reação igual, mas de sentido contrario, responda: - O que você quer receber de volta agindo dessa forma? Compensa agir assim? Até quando? Até quando seu chefe lhe “compensar” com melhores remunerações?



A conduta nasce em você. É ela que irá marcar o seu caminho, que ditará a sua rastreabilidade como pessoa. Não está certo? Não faça. Vai te demitir? Não espere que aconteça. Proclame sua rescisão!
Quem irá pagar as contas? Sua capacidade de programação e de projeção da sua vida devem lhe gerar subsídios para que você tenha recursos suficientes para lhe prover o necessário, até que consiga um novo emprego. Saiba pedir ajuda, mantenha-se sempre muito bem informado e preparado para acionar o plano B e se este falhar, use o plano C! Afinal, você é engenheiro e sabe programar e planejar como ninguém.
Caso você não tenha nenhum plano e não se sente preparado para mostrar seu conhecimento, procure se conhecer mais para explorar suas reais potencialidades. Você é um profissional que conheceu o que é controle da qualidade de alimentos, o que é programação, o que é projeto, como ter visão matemática sobre sistemas, como colocar os fenômenos físicos (e de transporte) para trabalharem a seu favor, como obter comando das reações químicas para que elas aconteçam a seu tempo e na velocidade desejada, como detectar pontos críticos de processo, como operar equipamentos, como desenvolver tecnologia dentro de atributos como cor, odor, sabor. Você é Engenheiro de Alimentos!



Um engenheiro, seja qual for a modalidade, tem a seu favor a habilidade do pensamento lógico, da busca pela precisão, da aplicação insistente da razão. A moral está para todos, já a razão pede um pensamento mais elaborado. Se a Ética é a moral sobre a razão, você, caro engenheiro, tem alguma dúvida de que é capacitado, como ninguém, para exercer a Ética?
Ponha em prática seu aprendizado. É você quem faz acontecer a possibilidade de ser valorizado.




(Fonte: escrito pela Eng.ª de Alimentos Milla Rúbia Carvalho para a AGEA - associação goiana dos Engenheiros de Alimentos, em 18/03/13.)
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Contaminação química nos alimentos

sexta-feira, 15 de março de 2013 0 comentários
O órgão europeu EFSA, eslcarece (em inglês), com muita propriedade sobre o tema:


Contaminação química (interações)









Como os pesticidas entram no alimento?














(Fonte: The EFSA, vídeos, 2013.)
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Suplementação para mulheres em idade fértil

domingo, 17 de fevereiro de 2013 0 comentários
As mulheres modernas exercem dezenas de atividades conjuntas ao longo do dia. Preocupações com os filhos, casa, trabalho, com familiares próximos -  além dela mesma  - fazem com que seu nível de estresse suba muito além do desejado. Está comprovado cientificamente que a tomada de decisão, as escolhas, ao se repetirem insistentemente ao longo do dia, acabam por deixar o cérebro exausto.
O que vem pela frente, em termos de adaptação ao meio ambiente?
Pode-se, com fina margem de erro, adicionar: alimentação contaminada por pesticidas, hormônios, moléculas "não self" (nos transgênicos por exemplo) com as quais o organismo reage em defesa, corantes e aditivos químicos que irritam a mucosa gástrica, metais pesados como Níquel que se deposita sobre alimentos tratados/cultivados próximos a vias de tráfego de caminhões ou como o mercúrio nos peixes, cuja contaminação cresceu exponensialmente nos últimos 20 anos, além dos milhares de vírus que se especializam ano após ano, das bactérias patogênicas que crescem, dobrando sua população em questão de minutos (e encontra nas regiões tropicais a velocidade de reação necessária devido as médias térmicas desses locais), dos fungos ingeridos na alimentação ou inalados no closet abafado ou no ar condicionado sem a devida manutenção...
É muito agente externo e interno, estranhos ao corpo, pesando no outro lado da balança. A balança que equilibra agente antioxidantes e radicais livres. Todo processo de estresse, seja ele físico ou emocional, traz consigo a produção de radicais livres. Quanto estresse não é desencadeado no organismo feminino ao longo de um único dia? É possível que a maioria das mulheres que possuem jornada dupla (trabalho e casa) consigam cuidar da saúde utilizando a meditação e alimentação saudável, ou seja, atuando nas fontes provedoras de equilíbrio bioquímico para o pleno funcionamento de seu metabolismo? 
Ademais, a idade fértil muitas vezes vem acompanhada do uso da pílula anticonsepcional. Será que elas estão conscientes dos prejuízos decorrentes dos efeitos nutricionais adversos da pílula?
É uma ferramenta válida para evitar a gravidez indesejada, mas na contramão, seu uso inibe a absorção de vitamina A, B6, B9 (ácido fólico) e B12. A depleção destas vitaminas pode favorecer o aparecimento de: problemas de pele, má digestão, depressão, baixa da imunidade, enxaqueca e até infertilidade!
O desenvolvimento de novos produtos, no mercado atual, especificamente para estas mulheres é uma opção inteligente e acertada, porque visará ao bem estar daquelas que hoje são peças essenciais na economia ocidental e por quê não, ainda na unidade familiar e educação das crianças.
Tal nicho de mercado já foi descoberto, mas é necessário extrema cautela com o delineamento da suplementação, visto que não pode ser a mesma do homem e nem sequer da mulher de terceira idade.






Nutrientes essenciais para a mulher moderna - fase fértil    


- Vitamina A (importante para pele, cabelos, visão, intestino grosso e pulmões)
-Vitaminas C e E (para manutenção do sinergismo com a vitamina A e prevenção da trombose)
-Vitamina B6 (para o funcionamento completo da digestão e absorção dos macronutrientes)
-Vitamina B9 (ácido fólico: importantíssimo na gestação, imunidade global da mulher, saúde mental e emocional)
-Vitamina B12 (manutenção do sistema nervoso, desintoxicação, metabolismo,glóbulos vermelhos)
-Magnésio (segundo íon intracelular mais abundante, estimula o relaxamento muscular, regula o ritmo cardíaco, co-fator de várias enzimas, auxilia na saúde óssea e atividade do Cálcio - atuando como fixador - atua no metabolismo cerebral e neurotransmissão, transporte de amônia para o fígado e na absorção de Ca, P, Na e K!)
-Cromo (metabolismo da glicose, potencializando os efeitos da insulina, aumento do HDL e síntese de serotonina)












(Fonte:1-BATISTA,E.S;COSTA,A.G.V;PINHEIRO,H.M.Adição de vitamina E aos alimentos: implicações para os alimentos e para a saúde humana.Revista de Nutrição,vol.20,nº5,Set./Out.,2007.
2-Vitamina C: benéfica na saúde e na beleza. IMeN-Instituto de Metabolismo e Nutrição, Agosto,2005.
3-FREITAS, C.A.S;MAIA,G.A;COSTA,J.M.Estabilidade dos carotenoides, antocianinas e vitamina C presentes no suco tropical de acerola (Malpighia emarginata DC.) adoçado e  envasado pelos processos Hot-Fill e asséptico. Ciência e Agrotecnologia, vol.30,nº5, p.942-949,Set./Out.,2006.
4-EMED, T.A Vitamina C é um agente antiinflamatório?IMeN-Instituto de Metabolismo e Nutrição,Outubro,2006.
5-FERREIRA,A.C.P;MONTES,M.B.A;FRANCESCHINI,S.A. et al.Efeitos do contraceptivo oral contendo 20mcg de desogestrel, sobre os sistemas de coagulação e fibrinólise. Revista Brasileira de Hema -tologia e Hemoterapia,vol.22,nº2,p.77-87,Maio/Ago.,2000.
6-UEHARA, S.K; BALUZ,K;ROSA,G.Possíveis mecanismos trombogênicos da hiper-homocisteinemia e o seu tratamento nutricional. Revista de Nutrição,vol.18,nº6,p.743-751,Nov./Dez.,2005.
7-VITOLO,M.R;CANAL,Q;CAMPAGNOLO,P.D.B. et al.Fatores associados ao risco de ingestão insuficiente de folato entre adolescentes. Jornal de Pediatria,vol.82,nº2,p.121-126,Mar/Abr.,2006.
8-http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC2682937/.)





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Idosos são um importante alvo no mercado de alimentos

domingo, 27 de janeiro de 2013 0 comentários



Embalagens mais fáceis de abrir, rótulos com letras grandes e produtos com menos sal são algumas das respostas da indústria alimentar a um dos segmentos mais fortes que emergem neste sector: o mercado sênior.
“Esta população deixou de ser um nicho de mercado”, afirmou  Lusa Isabel Braga da Cruz, da Portugal Foods.
Os consumidores mais velhos surgem assim como uma oportunidade para a indústria alimentar, que já oferece produtos dirigidos às necessidades específicas desta faixa etária, “mas sem haver ligação a qualquer tipo de limitação”, sublinha a responsável da Portugal Foods, associação de empresas que representam os vários subsetores agro-alimentares. Uma especificidade que passa pela formulação dos alimentos, mas também pelo design das embalagens, “para permitir um melhor manuseamento” e rotulagem simples, clara e fácil de ler.
Tudo isto encarado “numa perspectiva positiva e de um envelhecimento de qualidade, ativo e indulgente, que permita acrescentar vida aos anos em vez de acrescentar anos à vida”, reforça a mesma responsável (revista-fi.com/noticias-18/01/13).





Existem no Brasil cerca de 22,3 milhões de brasileiros com mais de 60 anos  — 53% mais do que em 2000. Essa é a faixa que mais aumenta na pirâmide etária. Os idosos também estão movimentando mais dinheiro. Somente neste ano, seus rendimentos chegarão a 400 bilhões de reais, 45% mais do que em 2007.
"Essas pessoas já criaram os filhos e geralmente não têm dependentes", diz Claudio Felisoni, coordenador do Programa de Administração de Varejo da FIA, que faz pesquisas sobre o comportamento do consumidor da terceira idade em São Paulo. "Parte importante da renda deles é destinada a gastos com o próprio bem-estar" (exame.abril.com.br-19/09/12).
De acordo com matéria da EMEDIX do portal UOL, os idosos frágeis estão sob risco de deficiência nutricional que pode levar a doenças cardiovasculares, declínio funcional e distúrbios neurológicos. O aumento moderado dos níveis de homocisteína e ácido metilmalônico são marcos da deficiência de folato, vitamina B6 ou B12.
Em um estudo publicado na edição de janeiro de American Journal of Clinical Nutrition, conduzido por Ninke De Jong e seus colaboradores, foi feita uma série de intervenções controladas para determinar se o suplemento com alimentos altamente nutritivos, um programa de exercícios ou a combinação de ambos poderia ser benéfico à condição nutricional e ao funcionamento neurológico dos idosos. O enriquecimento dos alimentos pareceu oferecer os benefícios mais tangíveis através da redução das concentrações de homocisteína e ácido metilmalônico.

Para o atendimento das novas necessidades, faz-se imprescindível a compreensão de quem é idoso e de quais são as peculiaridades inerentes às mudanças fisiológicas naturais do envelhecimento, bem como o conhecimento dos desejos e das preferências desse grupo de pessoas e do típico comportamento de compra.

Contribuindo para a composição do perfil do mercado idoso em formação, tem-se a presença de consumidores mais esclarecidos e mais exigentes, decorrente da propagação cada vez maior e mais freqüente das novas descobertas das ciências médicas, notadamente relacionadas à nutrição e à alimentação, aliada à compreensão e à conscientização da enorme influência da dieta e dos hábitos alimentares sobre a saúde e o bem-estar. De forma geral, cria-se um mercado com necessidades peculiares, fazendo surgir novas demandas em turismo, lazer, serviços médicos, construção civil, transporte, vestuário, alimentação etc, tanto em relação aos tipos de produtos como na maneira como são oferecidos.

Especificamente, em se tratando de itens alimentícios, percebe-se uma forte tendência dos consumidores a pagarem mais por produtos que ofereçam uma vantagem nutricional a ser refletida em melhor qualidade de vida. Impressiona a volumosa quantidade de produtos derivados do leite,desenvolvidos e lançados no mercado nos últimos anos, com apelo nutricional e/ou funcional (cienciadoleite.com.br - 30/07/12).

 Ao contrário dos alimentos ingeridos em fase de convalescença, esses produtos não devem focar a recuperação da doença, mas a prevenção de debilidades e fragilidades decorrentes do envelhecimento. A idéia principal é que é muito mais fácil manter-se em forma, com massa muscular e óssea saudáveis, do que tentar recuperá-las após o corpo ter sucumbido à doença.Os consumidores maduros temem e evitem a hospitalização e, sem dúvida, são muito receptivos a produtos que lhes permitam afastar essa ameaça e uma possível perda de independência em um longo prazo.
 Além de atender as necessidades nutricionais, os aspectos de sabor, textura e prazer em comê-los são igualmente importantes para o sucesso de tais produtos. A diversidade de formatos, como shakes, garrafinhas do tipo porção única, pós, sopas em envelopes/saquinhos unitários, barras fáceis de mastigar, e cookies para acompanhar um chá à tarde, é provavelmente a estratégia mais prudente. 
As ofertas devem ser adaptadas a um vasto leque de preferências individuais e estilos de vida, e também incentivar a variedade da dieta.
Não há porque parar apenas nos alimentos, as bebidas também são importantes para esta faixa demográfica. O risco de desidratação é muito mais comum em pessoas idosas por uma série de razões, como por exemplo,o afinamento da pele decorrente do 
envelhecimento aumenta a perda de líquido, os rins tornam-se menos eficientes, levando a perda de mais água durante a micção, além do fato de que o mecanismo corporal da sede torna-se menos sensível . Acompanhe mais detalhes em:
http://www.insumos.com.br/aditivos_e_ingredientes  /materias/173.pdf.





                        (Fonte: citações diretas em texto, Janeiro, 2013.)




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Mercúrio nos alimentos de acordo com a regulação européia

sábado, 12 de janeiro de 2013 0 comentários




O órgão europeu responsável pela segurança de alimentos, o EFSA-European Food Safety Authority, estabeleceu níveis toleráveis (consumo semanal) de mercúrio encontrado nos alimentos. A intenção é proteger o consumidor dos efeitos adversos provocados pela ingestão do metal em suas diferentes formas: metilmercúrio e mercúrio inorgânico.A forma predominante é o metilmercúrio, encontrado nos peixes e frutos do mar. É particularmente tóxico para o desenvolvimento do sistema nervoso, incluindo a toxicidade cerebral.Para aqueles que consomem peixe frequentemente, a probabilidade de exceder o nível semanal estabelecido é bastante aumentada. O alerta deve ser feito sobremaneira para mulheres grávidas (afeta o desenvolvimento cerebral do feto). O mercúrio inorgânico é menos tóxico e também pode ser encontrado em peixes e frutos do mar assim como em refeições prontas para consumo. A exposição e esta forma de mercúrio não é propensa a exceder  o nível semanal estabelecido para grande parte dos consumidores, a menos que esteja combinada com outras fontes presentes nas refeições feitas durante a semana.



O painel científico da EFSA, considerou  as formas de mercúrio avaliadas em sua toxicidade, analisando-se o estabelecido em 2003 e 2010 pelo comitê da FAO/WHO-Expert Committee on Food Additives.  As "TWIs" (ingesta semanal) vêm a ser: 4 microgramas/Kg  de peso  para o mercúrio inorgânico e para o metilmercúrio 1.3 microgramas/Kg de peso corporal (menor do que o estabelecido pelo JECFA´s, de 1.6 microgramas/Kg). Tal modificação deu-se pelas novas informações científicas  demonstrando efeitos benéficos - prováveis "camufladores"- ao organismo provocado pelas longas cadeias de ácidos graxos ômega 3 presentes na carne de peixes. Tais cadeias podem ter levado a uma subestimação do potencial efeito advesrso do metilmercúrio.

 A coleta de dados mais apurados sobre a exposição humana ao metilmercúrio, pela dieta, foi possibilitada pelas Informações mais precisas sobre o consumo de alimentos e seus níveis de mercúrio presentes. Carne de peixe, principalmente atum, bacalhau, badejo, espadarte e "pike" foram identificados como os maiores contribuintes à exposição ao metilmercúrio, na Europa, para todas as faixas etárias de consumidores, salvo o filé de pescada, que foi apenas relacionado com o consumo ifantil. As mulheres em idade fértil não se diferiram dos adultos analisados, mediante à exposição. Regra geral, a exposição alimentar pelo consumo alto e frequente de peixes apresentou em alguns casos, mais que duas vezes o valor do contaminante em comparação ao total da população.
As opiniões foram acertadas de acordo com os riscos da exposição ao mercúrio inorgânico e ao metilmercúrio pela dieta. Elas não abrangem os benefícios nutricionais ligados a determinados alimentos marítimos. De qualquer forma, o painel CONTAM, como foi chamado, adverte que  o potencial benéfico advindo do consumo de peixes deve ser levado em conta e que para tanto, é necessário uma administração dos riscos para que se consiga um redução da exposição. 




Nota dos editores:



  • O mercúrio é um metal liberado pelo meio ambiente, de fontes naturais, como resultado da atividade humana. O elemento mercúrio é encontrado nas formas: 1-mercúrio iônico (cátion) inorgânico (mercurous (Hg22+) and mercuric (Hg2+). 2- mercúrio orgânico metilmercúrio (MeHg) a forma mais comum de mercúrio orgânico na cadeia alimentar.
  • Tanto a ingesta diária tolerável quanto a ingesta semanal (TDI/TWI) são estimativas da quantidade média de contaminante químico que pode ser ingerida diariamente e semanalmente, ao longo da vida, sem que riscos significativos à saúde possam ocorrer. Como resultado da poluição ambiental, a exposição a tais contaminantes, embora não desejável, não pode ser evitada, assim como ocorre com o chumbo e dioxinas. 
  • Ômega 3 ou "n-3 ác. graxo polinsaturado de cadeia longa", tem um papel importante no crescimento e desenvolvimento do cérebro, na regulação da pressão sanguínea, na função renal, na coagulação e nas reações inflamatórias e imunológicas. O painel da EFSA sobre produtos dietéticos, nutrição e alergias (NDA Panel) recentemente avaliou a segurança desse ácido graxo.
  • Houve uma chamada anual para recolhimento de contaminantes químicos encontrados em alimentnos e rações, incluindo o mercúrio, emitida pela EFSA em Dezembro de 2010. Em resposta, a EFSA recebeu 59.820 resultados de testes da presença do mercúrio em alimetnos, vindos de 20 países europeus, realizados no período entre 2002 e 2011. Devido à falta de informações específicas sobre o metilmercúrio e mercúrio inorgânico nos dados recolhidos, a avaliação (exceto para o leite humano) foi baseada nos dados apresentados de mercúrio total.

Mais informações sobre esse assunto:
EFSA Journal 2012: http://www.efsa.europa.eu/en/efsajournal/pub/2985.htm


(Fonte: Scientific Opinion on the risk for public health related to the presence of mercury and methylmercury in food, EFSA, 2012.)
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A interdependência na produção de ALIMENTOS: melhores soluções pela NATUREZA

sábado, 1 de dezembro de 2012 0 comentários
Essa matéria pauta-se na palestra de um designer que retira da NATUREZA os modelos de organização e orientação para propor soluções para as marcas e os sistemas que as fazem atuar e desenvolver.Ele propõe um desafio criativo para salvar o lixo  produzido pelo capitalismo e na encruzilhada que ele está conduzindo o mercado e condenando a qualidade de vida do próprio homem.


"... ‘sentir a marca’ acontece de uma forma completa (...)  somos responsáveis pelo processo de gestão das expressões de marcas, ou seja, as marcas precisam ter expressões coerentes e íntegras para que quando encontrem os consumidores, experiências de marca coerentes possam acontecer."
"A natureza detesta desperdício. Na natureza tudo se transforma, nós aprendemos e esquecemos isso em seguida. Ela pensa em tudo com interdependência".
                                                                                                                                         Fred Gelli




O dilema entre explorar e produzir, vender e descartar pode ter solução. Esta solução é dependente da vontade humana em ser "solidário". Solidadriedade:sentimento que leva os homens a se auxiliarem mutuamente. Mutuamente quer dizer: organismos de espécies diferentes que associam-se para benefícios entre as partes. É a NATUREZA a mestra desse ensinamento.


Em síntese, há muito o que ser observado, "linkado" e aplicado. Existem muitos sinais que necessitam "olhos para ver" e habilidades para ligar os pontos corretos. As respostas já estão aí - como mostraram, há centenas de anos, os grandes filósofos Gregos (clássicos), Renascentistas e Iluministas - mas o olho firme no lucro e no benefício próprio turva e até cega aqueles que se entregam, por completo, à ambição. O homem moderno perece porque não sabe aprender. Existe muita curiosidade fomentando a capacidade de observar, questionar e estudar para entender os fenômenos que acontecem e "ciclam", magestosamente, pelo planeta TERRA. Essa curiosidade precisa ser estimulada e motivada, insistentemente, cadenciadamente, para que as respostas tragam o êxito na gestão de todos os sistemas; incluindo o da produção ALIMENTAR.







(Fonte: palestra do professor de design da PUC-RJ, hoje, sócio da Tátil Design, Fred Gelli em evento da TEDx Sudeste.)
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Frutas e Verduras minimamente processadas: valor agregado e sustentabilidade

domingo, 11 de novembro de 2012 0 comentários

São produtos que, embora fisicamente alterados, permanecem em estado fresco e, na maioria das vezes, não necessitam de preparo subsequente para consumo.
O processamento mínimo inclui as etapas de seleção/classificação da matéria prima, pré-lavagem, processamento (corte, fatiamento), sanificação, enxágue, centrifugação e embalagem.
Esses produtos surgiram nos Estados Unidos por volta da década de 1970 e, no Brasil, a partir de 1994, na cidade de São Paulo-SP. Sua comercialização,em ascensão desde então, concentra-se nas grandes cidades, sendo estimada uma percentagem de 4,2% de participação no consumo total de hortifrutis da cidade de São Paulo.
O valor que se agrega ao produto através do processamento aumenta a competitividade no setor de produção agrícola. O impacto econômico e social é significativo, proporcionando meios alternativos de comercialização e redução de perdas de matéria-prima. Devido à elevada manipulação e ao incremento no consumo de minimamente processados, tanto em âmbito doméstico quanto institucional, a preocupação com o risco potencial para a saúde pública aumentou, devido à probabilidade de contaminação microbiológica.
As frutas e verduras são fontes potenciais de microrganismos patogênicos, sendo frequentemente incriminadas em doenças de origem alimentar (DTAs) em várias partes do mundo. As hortaliças folhosas, especialmente alface, têm sido identificadas como veículos de patógenos como Escherichia coli O157:H7, Listeria monocytogenes, Salmonella e Shigella.

De acordo com estudo de pesquisadores do ITAL e UNICAMP, publicado no Brazilian Journal of Food Technology, dentre as hortaliças, as que apresentaram com contagem de E. coli superior ao recomendado pela RDC 12/01 foram a alface (americana e mimosa), o almeirão, o agrião, a couve picada, a rúcula, o repolho, a cenoura ralada, a abobrinha ralada e as saladas mistas; dentre as frutas, foi o mamão papaia.
Outra pesquisa citada nesse mesmo estudo, realizada na cidade de São Paulo, 42% de 133 amostras de hortaliças prontas para o consumo continham população de Enterobacteriaceae entre 5 e 6 log UFC.g -1  e 73% e apresentaram contagens de coliformes termo-tolerantes maiores do que 2 log UFC.g-1.
Além disso, o autor também encontrou Salmonella em 4 amostras (alface, agrião, escarola e salada mista composta por beterraba, cenoura, alface, almeirão e repolho roxo) .

::: Pontos críticos da qualidade        

Diversos fatores podem influenciar a qualidade final de vegetais minimamente processados. No Brasil, a vida de prateleira destes produtos é muito baixa (cinco a sete dias), comparando-se à de mercados internacionais, que pode chegar a 21 dias.
Adotando as medidas, abaixo discriminadas, é possível diminuir essa diferença. São elas:


1- Qualidade da matéria-prima;
2- Condições de cultivo: adubos compostados, água de irrigação de boa qualidade (potencial de óxido redução acima de 650 mV, pode inibir o crescimento da maioria dos patógenos);
3- Tempo e  temperatura em que o alimento é mantido em toda a cadeia produtiva até chegar ao consumidor final;
4- Boas práticas de fabricação e higiene pessoal/ambiental com treinamento contínuo e monitorização.



::: Considerações Globais


De acordo com Nantes e Leonelli, 2000, a cadeia produtiva dos vegetais minimamente processados apresenta acentuada diferença de eficiência e rendimento financeiro entre os segmentos. Enquanto o consumidor está buscando produtos com qualidade e menor preço, o produtor encontra grandes dificuldades em atender essa demanda. O setor de distribuição se esforça para equilibrar essa relação, porém o setor produtivo está menos preparado para participar destas mudanças.
 As atitudes para equilibrar os elos da cadeia produtiva estão partindo das grandes redes de supermercado, que estão se aproximando dos produtores rurais, orientando a produção de acordo com as características da demanda. Deve-se considerar também que o crescimento dos vegetais minimamente processados como forma de agregação de valor aos produtos primários pode representar um alavanca de crescimento e sustentação econômica de pequenas e médias propriedades rurais. O papel da assistência técnica nessa situação é fundamental, já que a atividade é recente e o mercado exige qualidade. 
O principal desafio da cadeia de vegetais minimamente processados encontra-se na reorganização do mercado. É necessário alterar o fluxo de comercialização, centrado atualmente num volume desordenado, com muita interferência de atravessadores e das CEASAs, que não se importam com a diferenciação e valorização de um produto mais elaborado. Os vegetais minimamente processados representam um segmento dinâmico e em expansão em todo o mundo. Esses produtos apresentam aspecto visual atraente, segurança no consumo e conveniência no preparo das refeições, mas a estabilização do mercado enfrenta o problema do desequilíbrio exagerado de preço entre o produto a granel e o processado.


Saiba mais sobre o assunto nessa palestra Portuguesa:  Produtos minimamente processados. Definições, processamento e factores de qualidade.





(Fonte:1-Braz. J. Food Technol., Campinas, v. 13, n. 2, p. 141-146, abr./jun. 2010
DOI: 10.4260/BJFT2010130200019. 2-Rev. FAE, Curitiba, v.3,  n.3, p.61-69, set./dez. 2000.
3-http://www.isa.utl.pt/files/pub/ensino/formacao/TPC_Comunicacoes/Dia02/09_Def_Qual.pdf)



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